Phum Baitang: um sonho de hotel no Camboja

Eu confesso que às vezes tenho maior preguiça de fazer post de hotel – eu sou péssima pra lembrar de tudo o que eu curti a não ser que fique fazendo anotações durante a hospedagem – coisa que parei de fazer porque a ideia primordial é curtir! Enfim, eu vou parar para falar do Phum Baitang porque esse merece.

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Eu achei ele em uma das andanças pela internet, mas foi o review do site Mr and Mrs Smith que me fez decidir – aliás eu amo esse site, eles tem a melhor curadoria de hotéis da terra, deixa qualquer outro site no chinelo (pelo menos para o meu gosto).

A primeira coisa que eu amei no Phum Baitang foi a decoração dos quartos. Eu caio no chão de amor por móveis rústicos e cores em tons naturais – beges.

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Posso morar aqui? A cama era toda com lençóis de linho e os móveis todos em madeira – coisa mais linda que tentei imitar em casa.

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O banheiro era fantástico também com shampoos e cremes todos naturais e com cheirinho de capim limão que ajuda a afastar insetos :)

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A comida é outro capítulo… Tudo o que é possível é feito lá, orgânico direto da hortinha. Se não é feito lá é trazido de algum produtor local que é incrível. O hotel tem essa filosofia maravilhosa de suportar a economia local e todos os funcionários são locais, eles fazem programas de estágio em turismo com adolescentes locais também e investem em tudo o que é possível localmente <3. O resultado são receitas de puro amor e totalmente frescas.

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Melhor comida de hotel <3.

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E ah, melhor bar também. Fiquei impressionada com a categoria do bartender que tinha lá – e olha que eu já bebi o suficiente pra falar isso haha.

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Outro ponto alto do hotel é o carinho e cuidado que os funcionários tem com cada um. Nós queríamos uma benção de monge e eles foram lá e fizeram isso acontecer – coisa mais emocionante. O monge não falava inglês, então o funcionário ficou o tempo todo conosco traduzindo as orações, gravando e tirando fotos! :)

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Last but not least – a piscina do hotel é enorme, com borda infinita e tudo que uma piscina de um hotel no sudeste asiático deveria ter :)

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E a vontade de voltar pra lá?

Phum Baitang – site; Facebook.

A James Bond Island em Phang Nga Bay

Nosso segundo dia de passeios por Phuket foi dedicado a famosa James Bond Island que fica em direção oposta a Phi Phi. Acordamos cedinho e aproveitamos o baita café da manhã do hotel (Como Point Yamu) e partimos com a Moet para o tour.

O nosso passeio pelas Phi Phi islands nos deixou mortinhos e eu adorei a proposta da Moet que vinha com um estilo mais de buenas e relaxado.

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Eles foram nos buscar no hotel e nos levaram até uma outra marina local – que por sinal era linda.

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E olhem que DEMAIS o barco que pegamos :) a Moet tem vários passeios legais, mas todos no mesmo estilo de barco e tempo de viagem – por exemplo nós ficamos o dia todo com eles para conhecer menos lugares que conhecemos no passeio das Phi Phi. Mas foi incrível.

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Dava para deitar no barco, tirar uma soneca, comer – baita passeio haha!

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O tour para a James Bond Island tem uma pegada mais selvageria que águas cristalinas -veja bem a água era linda, verde esmeralda. Mas não tem aquela phynesse de Phi Phi. E o deslumbre fica por conta das formações das montanhas que encontramos pelo caminho.

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Bem lindo, né?

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E aí chegamos a James Bond. Nem vou mostrar foto ao redor porque a imagem não é bonita haha – é uma ilhota mega pequena LOTAAADA de gente, meio suja – zero digna de foto haha. E não dá para chegar até a James Bond a não ser que você vá com seu barco, caso contrário só da pra ver de longe. E gente, é menor do que vocês estão pensando – pra quem já visitou o Louvre é igual ver a Monalisa :).

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Ainda demos uma volta por uma cidadezinha flutuante de ciganos tailandeses – que valeu mais pela experiência de entender como tem gente que vive com tão menos que a gente :)

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No mais o passeio foi bem gostoso, mas muito mais pelo barco que pegamos que nos trouxe uma experiência bem diferente. Meu marido discorda, curtiu mais esse passeio que o da Phi Phi haha – mas nossa dica é unanime: se você tem que escolher entre um e outro, curtir as Phi Phis vai render mais memórias. Se você tem tempo suficiente, vale passar um dia navegando com a Moet, comer, dormir, pular na água desde o barco e relaxar :)

O que meditar me ensinou

Já fui muito católica, já fui espírita também – hoje eu acho que sou aquilo que me faz bem. Tenho minhas santinhas, mas também frequento aulas de meditação budista e me apego ao melhor de cada um deles e, principalmente, naquilo que eu me identifico.

Mudar de país não é fácil, ops cadê a novidade? Mudar para o outro lado do mundo é mais difícil ainda. Andava me estressando muito rápido, colocando uma energia enorme (e não necessária) no trabalho e levando para casa um peso imenso nas costas: eu não queria (e não poderia) me dar ao luxo de não me acostumar.

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Entre as várias tentativas em me manter calma e voltar ao meu estado mindful de apreciar as coisas lindas da vida eu me inscrevi em uma aula de meditação. Fiquei bem ansiosa antes da primeira aula porque eu sempre fui terrível em manter foco pensando em nada – aliás eu sempre penso em algo. “Como é que eu vou ficar duas horas sem poder pensar?”. Pra minha grande surpresa, essas aulas de meditação passaram a ser cursos em mindfulness nas quais eu aprendi algo toda semana e aprendi, principalmente, que meditar não necessariamente significa pensar em nada, mas treinar a sua mente a fazer uma coisa só de cada vez e, principalmente, estar presente!

Entre essas tantas aulas, queria muito poder compartilhar 4 lições que adorei ganhar conhecimento sobre:

Sobre a preocupação

Se você tem um problema que pode ser solucionado, não existe razão para se preocupar. Se você tem um problema que não pode ser solucionado, não existe razão para se preocupar.”

Esse é um provérbio budista até bem conhecido por quem os lê – e apesar de parecer simples é bem complicado de incorporar. Um dos grandes ensinamentos da monge é que você tem que aprender a desprender daquilo que não te faz bem e a preocupação é algo totalmente inútil: ela não te ajuda a solucionar nada e quando não existe solução ela só traz apego a aquilo que deveria ser esquecido.

Entre as tantas táticas em praticar a não preocupação ela cita o exercício físico, praticar hobbies que desocupem a mente, beber água, tente mudar a perspectiva – pense sempre positivo, relaxe, medite e procure ajuda quando necessário.

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Desapegue!

Você deve entender que para cada ação diferente que você tem em um mesmo dia, o seu eu anterior teve que deixar de existir para que o outro possa tomar lugar.

Trazendo para uma situação real: imagine um dia de trabalho no qual você discute algo com um colega. Os ânimos ficam à flor da pele, mas você sabe que tem que respirar fundo porque sabe que vai precisar trabalhar com aquela pessoa logo mais tarde. Segundo essa filosofia do budismo, o seu eu que brigou com aquela pessoa mais cedo já deixou de existir para que o seu eu que precisa trabalhar com essa e outras pessoas pudesse tomar lugar. Soa um pouco drástico mas pense que morremos e revivemos a cada ação que praticamos, a cada escolha que fazemos e a cada pessoa que conversamos – isso ajuda a pensar em como podemos praticar o desapego.

A monge vai até mais longe e explica que esse exercício é muito importante em casos de separação, por exemplo. Imagine que você passou anos se relacionando com alguém quando resolveram se separar? É muito difícil imaginar seu dia a dia sem essa pessoa especial, mas pensar que esse seu eu morreu e ficou para trás ajuda a superar o luto que é se separar de alguém e enxergar outro começo.

Faça uma coisa de cada vez

Um dos segredos em praticar o “estar presente” é fazer uma coisa de cada vez e isso é algo bem simples de incorporar no dia a dia. É bem fácil pegar o celular para checar mensagens enquanto você está com a televisão ligada e comendo algo. Acontece que a gente não presta atenção plena em nada! Isso só alimenta a nossa ansiedade e a sensação de que nada está bom em nenhum momento: saber acalmar a mente é tão importante quanto cuidar de qualquer parte do corpo.

Da próxima vez que for ver alguma série não pegue o celular. Quando estiver comendo não assista TV e não pegue o celular. E quando estiver no celular não tente cuidar de outras coisas ao mesmo tempo. Lembre-se que fazer uma coisa de cada vez é praticar mindfulness.

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Assuma intenção positiva

Esse é o mais difícil para mim. Vira e mexe eu me pego achando que alguém fez algo por maldade ou com más intenções quando, na realidade, deveria dar o benefício da dúvida ou simplesmente pensar positivo antes de reclamar. A gente também tem dias difíceis e às vezes acaba sendo grosso sem querer ou não presta atenção quando alguém fala com a gente porque a cabeça anda em outro lugar. Quem nunca? Praticar a empatia também faz bem :).

Em resumo, não tem fórmula mágica para ser uma pessoa mais calma e presente a não ser ter força de vontade e a disciplina!

Pra quem está em São Paulo, a escola que eu pratico meditação tem 10 filiais na capital – e outras no Brasil – www.meditadoresurbanos.org.br. Já pra quem curte meditar em casa, eu AMO o Headspace é um app de meditação rápida (10min por dia) que ajuda muito na iniciação a essa prática sem volta <3.

Restaurantes preferidos em Singapura – Culinária Internacional

Eu já disse no post anterior como foi (e ainda é) difícil me acostumar a comida aqui: primeiro que sou alérgica a frutos do mar e segundo que não gosto de comida apimentada. E adivinhem qual é o prato simbólico de Singapura? Chilli Crab. Não só isso, frutos do mar são maravilhosos por essas bandas (palavras de quem pode comer) e têm muita influência da gastronomia indiana, tailandesa, balisena e etc que fazem com que a maioria dos pratos aqui tenha pimenta – e não é pouca.

Esse primeiro post aqui é o resultado de uma longa exploração pelos restaurantes que caem no meu paladar. Você não vai encontrar pratos locais típicos que contenham demasiada pimenta ou frutos do mar – para isso farei outro post com apoio de amigos haha.

> ESQUINA <

Esse é meu preferido de longeee. É um restaurante típico de tapas espanholas que é de dar água na boca. O menu não é extenso, mas vai por mim que não tem erro. Você consegue ver o cardápio todo no site e as comidinhas variam na hora do almoço e jantar – ambos têm opções deliciosas. Tem que reservar, o lugar é pequeno e fica cheio de gente.

www.esquina.com.sg – 16 Jiak Chuan Rd, Chinatown | Aberto de terça a sexta das 12h30-14:30 e 18:00-22:30. De sábado e segunda das 18:00-22:30 – não abre aos domingos, mas recomendo segui-los no Facebook porque de vez em quando eles fazem uns eventos legais na rua.

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> IZY DINING & BAR <

Meu japonês preferido aqui até agora. Sempre que vamos testamos algo novo e da última vez fomos de Omakase – a moda do chefe e um total de 8 pratos. Saímos rolando, mas mega felizes. As peças são mega frescas e suculentas e os pratos da casa, wagyu tomato sukiyaki e wagyu truffle don, valem a pedida. O que ninguém vai te contar é que atrás do restaurante tem um bar maravilhoso, o Caché – você pode pedir para dar uma passadinha lá e se jogar nas bebidas que são ótimas também.

www.izy.com.sg – 27 Club Street, Chinatown | Abre todos os dias das 12h-14:00 e a partir das 18h depois. Reservem! O lugar é pequeno.

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> PIETRASANTA <

Esse é aquele italiano que te faz lembrar os almoços de domingo em casa. Quando chegamos aqui eu estava mortinha de vontade de comer uma lasanha. Peguei nosso amigo Google e pesquisei, pesquisei e fui com a cara desse. Desde então já voltamos muuuitas vezes e nunca dá erro. São dois irmãos italianos residentes de Singapura que resolveram abrir o lugar. A casa não fica em uma rota perto de outros bares e restaurantes, melhor reservar antes de ir. Ah, eles não tem menu de vinhos, mas uma adega walk-in: você entra, vê todos os vinhos disponíveis e escolhe dali – muito amor.

www.ristorante-pietrasanta.com – 5B Portsdown Road, #01-03 | Abre de segunda a sexta das 11h45-14:30 e 17:45-22:30; aos sábados e domingos das 11h45-14:45 e 17:45-22:30. Fecha às terças.

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> BISTECCA <

Pensa em uma carne boa. Pensa em um tortelini bom. Pensa em tudo isso junto. Bistecca é uma casa de carnes italiana que acabou de ser reformada e vai vir com um menu todo novo também que eu estou morrendo de vontade de provar! Nada que eles fazem é ruim e sem brincadeiras deve ser o restaurante que mais voltamos desde que nos mudamos para Singapura.

www.bistecca.com.sg – 25 Mohamed Sultan Road, River Vally | Abre de terça a domingo das 12:00–14:00 e 18:00–22:00; as segunda das 8:00–22:00 (vão reabrir em Novembro).

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> BLU KOUZINA <

Eu tenho adoração por comida grega e não poderia ser diferente: assim que botei meus pés em Singapura já fui logo investigando sobre restaurantes gregos e achei esse. O Blu fica em um complexo que é lotado de restaurantes (Dempsey Hill) e tem um dos melhores preços-qualidade da cidade. Tem vinho grego, polvo suculento, hummus e pão pita, azeite grego, moussaka e todo o que você pensa de culinária mediterrânea. É perfeito para um almoço tardio de final de semana.

www.blukouzina.com – 10 Dempsey Road, Dempsey Hill – (BLK 10), #01-21 | Abre todos os dias das 12:00-14:30 e das 18:00-22:00.

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> THREE BUNS <

MELHOR HAMBURGER DA CIDADE. É difícil um hamburger não dar certo, mas o que eu gosto do Three Buns é que o lanche deles é simples e suculento – a carne australiana vem ao ponto e o queijinho derretido na medida certa. Eles têm um menu até que audacioso com lanches que incluem melancia (sim!) e pimenta. Pra quem curte algo mais “zona de conforto” o Baby é a pedida certa. O lugar também é lindo, super descolado e fica em um bairro cheio de lugares para comer e beber.

www.threebuns.com – 36 Keong Saik Road, Chinatown | Abre de terça a domingo, das 12:00-00:00.

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> OPEN DOOR POLICY <

É daqueles lugares orgânicos, gluten free com pratos vegetarianos e veganos também que conseguem agradar até quem acha que toda essa combinação ali de cima é impossível de ficar gostosa.

www.odpsingapore.com – 19 Yong Siak St, Tiong Bahru | Abre de segunda a sexta das 12:00-15:00 para almoço. De segunda à quinta e domingos das 18:00-23:00 para jantar. O brunch é servido aos sábados e domingos das 11:00-16:00 – não abre às terças.

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> BOCHINCHE <

A pessoa sai da Argentina, mas a Argentina não sai da pessoa. Bochinche é um restaurante argentino que tem empanadas (sim), provoleta (sim), alfajor (sim), bife de chorizo (sim), chimichurri (sim), posso continuar aqui… Enfim, não é para comparar um restaurante argentino de Singapura com um de Buenos Aires, mas dá pra quebrar o galho quando bate a saudades.

www.bochinche.com.sg – 115 Amoy Street #01-02, Chinatown | Abre de segunda a quinta das 12h00-14:30 e 18:00-22:30; às sextas das 12h00-14:30 e 18:00-23:00. Aos sábados das 11:00-15:00 e 18:00-23:00. Domingos das 11:00-15:00.

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Outros lugares que vira e mexe vamos:

Bella Pasta: aquele italianinho que não tem erro e é bem sem frescura.

Foc: tapas espanholas (mais em conta que o Esquina). Eles têm uma filial em Sentosa que dá um charme – imagina tomar sangria curtindo uma praia?

Aloha PokeA Poke Theory: para quem curte um poke havaiano. Eu sou mais fã do A Poke Theory porque dá pra montar a gosto do cliente :)

Wine Connection + Cheese Bar: pra quando você quer um lugar que tem comida e vinhos em conta. É um lugar grande, de filial, mas bem simplão. Daqueles dias que você não quer pensar onde ir.

OSO: italiano charmosíssimo que fica em um hotel lindo. Pra um date mais pomposo.

*Essa lista vai ir sendo atualizada com o tempo :) tem dicas? Coloca aqui nos comentários!