La Azul é só (tudo) isso!

Hoje tem um post especial de uma pessoa querida, não vou nem falar mais nada porque o Lusenalto não precisa de maiores apresentações. Ele só fez o melhor guest post até agora pro blog. Não me matem depois de ler isso aqui, pfvr.

Olá, chicas. Um amigo sempre me disse que se deve conhecer uma menina dizendo “olá”. Não que essa palavra tenha um poder mágico que encanta as mulheres de uma forma inexplicável. Não. Simplesmente pela volta do “olá” como saudação.

E agora, eu me apresento, né? Sim, tímidos precisam de guias pra saber como se comportar…

Meu nome é Lusenalto. Sim, esquisito assim mesmo. Com todas as vantagens e desvantagens. É, eu sei, díficil achar uma vantagem nisso, mas vê só… se você colocar “Lusenalto” no google só vai aparecer resultados falando de uma pessoa (de duas, meu pai também se chama Lusenalto, mas deixa pra lá). Sou publicitário, atualmente moro em Montréal e faço parte do grupo de Food Hunters do Destemperados. Daí o convite de Amanda para escrever aqui no Buenos Aires para Chicas.

Falávamos da minha viagem para Mendoza e da experiência dela lá. E eu vi uma oportunidade de contar aqui uma das melhores experiências gastrônomicas da minha aventura na terra do vinho argentino. Foram 3 dias conhecendo bodegas, de todos os estilos e faixas de preço. E no terceiro dia, quando você pensa que não tem paciência pra mais nada… Eis que surge a joia. A cereja do bolo. A Bodega La Azul.

Um galpão moderninho mas bem pequeno ficava num terreno onde também tinha um pequeno estacionamento e uma casinha com algumas mesas. Meu primeiro pensamento foi: Humm, será que vou conseguir almoçar aí?

Assim que você entra dá de cara com toda a estrutura de fabricação de vinho que se assemelha a qualquer outra bodega que você tenha visitado ou vai visitar. Só que em um tamanho bem reduzido. E a sua recepcionista diz, bem singelamente: é só isso! Daí ela começa a explicar todo o processo. Desde onde são plantadas as uvas utilizadas até o processo de vendas das garrafas.

E vem a degustação. São 4 rótulos produzidos anualmente pela bodega. Malbec, Cabernet Sauvignon, Reserva e Gran Reserva. Provei os 4. O Gran Reserva ainda no barril de carvalho em processo de reserva. Sai de lá e ainda tive duas visitas a bodegas antes de retornar para o almoço. E que almoço. Não, eu não estava tão bêbado pra poder influenciar (negativamente) no meu paladar. Muito pelo contrário, o vinho simplesmente combinava perfeitamente com todos os pratos que faziam parte do menu do almoço. E vamos lá a eles…

De entrada, eles trazem uns pãezinhos quentinhos que funciona como algo do tipo “o negócio aqui vai ser bom. deixa eu me preparar.”

Junto com os pães é servida uma mini-porção de um prato tipo um salpicão, só que bem caprichado na mostarda.

Para minha surpresa ainda tinham entradas. Umas fatias de pizza com um recheio maravilhoso, gorgonzola,maçã e nozes. Sério, salivei só de lembrar.

Quando você pensa que acabaram-se as entradas, vamos para os finalmentes… Eis que chegam as empanadas mendocinas. Não sou entendedor de empanadas, não sei diferenciar as empanadas de canto algum, mas vou dizer, se depender dessas aí, as minhas empanadas preferidas são as mendocinas.

Vamos para os pratos? Eu fui de Costeletas de porco assadas no forno a lenha com purê de abóbora e vinagrete. Foi mal, eu revi a foto e salivei. Dá pra lembrar direito do sabor da carne. Ainda fui agraciado com um mimo do chef que trouxe uma parte mais deliciosa da carne, num pote diferente, mas estava tão extasiado com a comida que esqueci de fotografar. Mea culpa.

Julia, minha companheira de viagens, foi de bife ancho com purê de batatas. Segundo ela, a melhor carne que ela comeu na vida. Também assada no forno a lenha, estava bem macia. Lógico que eu tive que roubar um pedaço para experimentar.

Para, que eu quero descer! Depois de tanto vinho e tanta comida, me solte na estrada que eu volto rolando pra casa. No entanto, é preciso ter calma. É hora de usar o compartimento especial do estômago para sobremesas (criado por mim – patente pendente). E se for usar o compartimento, que seja algo como essa cheesecake maravilhosa que foi servida. Isso é vida.

Antes de pagar a conta, voltar pra o hotel e dormir no mínimo umas 36 horas pra fazer a digestão, dá pra curtir o visual um pouquinho e relaxar nas chaises com vista para os Andes. Simplesmente divino.

E se eu posso deixar um dica, ela seria: vão a Mendoza. Tomem muito vinho, comprem muito vinho, andem de bicicleta, comam de se esbaldar, encantem-se com a beleza do lugar. E vão visitar a Bodega La Azul. Ela é só tudo isso.

Bodega La Azul
Valle de Uco – Mendoza.
Alguém me ressuscita? Nem preciso agradecer ao Lusenalto por esse post né?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s