Turks & Caicos: introdução e dicas

Eu nunca tinha ido ao Caribe até semana passada. Ultimamente tudo na minha vida vem sendo decidido do dia pra noite e não iria ser diferente com a nossa lua de mel (sim, casei. Sim foi de supetão. Não, não sei se vou fazer post haha).

É muito difícil escolher um destino pra viagem quando você tem o mundo ao seus pés, mas uma coisa era certa: a gente estava (sempre está, na real) precisando descansar. Logo, Europa estava descartada, Ásia também (mas por outros motivos que mais pra frente conto) e qualquer metrópole mais urbana ficou fora de cogitação.

Na minha modesta e pequena só que não bucket list, eu tenho alguns lugares que tem cadeira cativa e um deles era Turks & Caicos. Mas sempre ouvi falar que era caríssimo e tals. Daí pensamos primeiro em Aruba, Curaçao e Havana. Pensamos bastantão em Havana, quase reservei hotel, mas quando vimos estávamos mais querendo comer, dormir e ir pra praia que fazer turismo antropológico. Logo, Havanita ficou pra próxima viagem.

Conseguimos reservar tudo com milhas (ufa!) e nem chegamos a cogitar o preço das passagens. Mas Turks é bem pertinha de Miami e bem servida de voos diários. Nós voamos de SP-Mia e de lá a Turks, uma hora e meia quase do voo mais lindo da VIDA. Sou apaixonada por mar e não me contive quando vi a água turquesa do Caribe, quase chorei. A chegada até a ilha foi deslumbrante:

Turks é um conjunto de ilhas britânicas, mas tudo por lá funciona em dólares americanos e pensado para tal público: desde hotéis até restaurantes, passando por passeios e afins. Uma baguncinha mesmo :)

A maior e melhor ilha por lá é Providenciales e dependendo do tipo de turismo que você queira fazer nem precisa sair de lá. Todos os hotéis estão pela redondeza, assim como restaurantes, lojas e serviços.

Mas como nada é perfeito, Turks é uma viagem bem cara. Claro que se rolar uma programação vai ser bem melhor, mas não façam como nós que reservamos tudo de última hora. Há uma infinidade de hotéis naquele lugar: uns muito caríssimos (leia 2500 dólares a diária), outros caríssimos (1800 dólares a diária), uns bem caros (1500 dólares) até os mais pagáveis  (500 dólares a diária e não vi menos que isso, pode ser que tenha mas que não estava disponível quando fui).

Os hotéis, em sua grande maioria, são incríveis: têm spa, piscinas e mais piscinas, artefatos não motorizados para usar no mar e por aí vai. Na real se você tem um budget que te permita fazer uma extravagância vale MUITO a pena ficar bem hospedado porque Turks é bem a viagem que você não faz nada e já está fazendo tudo. Entende? É do quarto pra piscina, da piscina pro restaurante, do restaurante pra praia e assim vai.

Me apaixonei por Turks simplesmente porque foi o lugar de maior beleza natural que já vi na VIDA. Segundo a Condé Nast Traveller, a segunda praia mais linda do mundo fica lá: a Grace Bay, que é para a alegria de todos a praia que concentra a maior quantidade de hospedagens da ilha.

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Voltando ao tema “Turks é uma viagem cara”: vi muitos viajantes comentando que Turks e St. Barth competem no quesito extravagância. Só para vocês terem uma ideia: uma (1) taça de vinho no hotel que eu fiquei estava em USD 18 (D-E-Z-O-I-T-O dólares), um lanche ao redor de USD 40 e em todas as contas o imposto do município e do serviço vinham estipulados e você acaba pagando mais 25% em cima do total da fatura. Tem como gastar menos? Sempre tem. Dicas:

  • Se programe com antecedência e evite viajar em épocas que são feriado e alta temporada nos EUA.
  • Existem hospedagens mais em conta que não ficam a beira-mar, o Booking.com tem uma seleção legal.
  • Comer também é caro, se você não está disposto a pagar – no mínimo – USD 100 por casal por refeição compre coisas nos mercados locais e coma em lugares mais afastados da praia. A maior parte dos hotéis lá tem mini cozinhas, dá para armar uma refeição tranquilamente no quarto.
  • Sempre dá para pechinchar: os passeios lá são bem caros, mas com uma boa negociação dá para abaixar. Um passeio de meio dia de barco custa, por exemplo, ao redor de 150 dólares por pessoa. Isso sem comentar nos passeios em lanchas particulares, mini jatinhos, passeios a cavalo no por do sol e etc.
  • Alugue um carro. SIM! Parece loucura, mas vale MUITO a pena. Em certo dia nós quisemos visitar um restaurante que ficava do outro lado da ilha que estava a meia hora de carro e nos cobraram 120 dólares POR PESSOA de táxi. Achamos um absurdo e alugamos o carro por um dia e gastamos 70 USD no total, não tem comparação. Sem falar que você tem muito mais liberdade para passear pela ilha. Os táxis lá cobram o trecho por pessoa e sai muito caro, coisa de uma mini viagem de 10min a 20 dólares o casal.

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No mais, a viagem pode não ser a mais econômica mas é FANTÁSTICA. Eu  me diverti horrores, pulei no mar feito criança, desci no tobogã da escuna umas 3x, tirei foto boiando naquelas águas turquesas – eu fiquei muuuuito encantada com tudo aquilo.

Nos próximos posts vou trazer dicas de hospedagem e comidinhas por lá.

Siga: @amandamormito/ @casaqueviaja.

2 comentários em “Turks & Caicos: introdução e dicas

  1. Em janeiro passei por uma situação parecida quando viajei de férias para as Bahamas… Parece que todas essas ilhas “feitas para americanos” sofrem com essa “inflação caribenha”, digamos assim haha. Fiquei no famoso Atlantis e apesar de ter sido uma viagem bem diferente, já que costumo buscar aventuras, assim como vocês, estava precisando descansar e sim, também me diverti muito. No fim, depois de viajar muito, a gente sempre aprende que toda viagem (por mais cara que ela seja), sempre vale a pena. Ah, e parabéns pelo casamento, bjs

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