Do outro lado do mundo

Me mudei para Singapura com meu marido recentemente. Sim, não foi uma decisão fácil, porém está feita. Muitas coisas passaram pelas nossas cabeças antes de embarcar nessa aventura, mas uma coisa era certa: nós sabíamos que não ia ser simples.

O fato de termos posto expectativas bem baixas para a primeira semana também nos deu margem para surpresas simples – e boas. E comemoramos quando conseguimos dormir 5h seguidas na madrugada, quando achamos um restaurante argentino numa ruazinha escondida, quando encontramos uma viela que lembra o Beco do Batman e quando vimos que uma passagem daqui para o Vietnam custa 200 dólares num final de semana.

A primeira semana teve muitos altos e baixos, mas a gente tenta manter uma constante: não importa o que aconteça, essa experiência nos vai agregar muito na vida. Eu tô adorando, por exemplo, aprender “Singlish” – que é o local para a conjunção: inglês + Singaporean english. Tô adorando também ver que o país tem muitos imigrantes e convivem por aqui diversas culturas: é bem comum ver um templo budista na mesma quadra que uma mesquita islâmica, por exemplo (e fico impressionada toda vez que às 5h da matina eles começam a rezar e o bairro todo ouve). Eu também estou adorando a limpeza das ruas e a eficiência de todos os serviços por aqui (nós fomos fazer nossa permissão para morar aqui e demoramos 15min no total).

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Ao mesmo tempo que quero meu corpo se acostume logo aos 32 graus constantes no ano todo com seus 98% de umidade, quero me habituar logo também a comida (ai, como faz falta nosso arroz soltinho!) e eu quero sofrer menos com o fuso horário. E o fuso horário é um agregador maior que a distância física, ele cria um passo mais que é a distância da comunicação ao vivo. Meu corazón ainda fica bem machucado quando eu penso que mesmo se mandar mensagem pra mamis de noite ela só vai me responder no outro dia, muito provavelmente, quando eu estiver dormindo e isso é bem ruim, ultrapassa a barreira das 33h de distância em viagem e vai para um campo que antes eu não sabia dominar: o de esperar 12h pela resposta de alguém que eu amo muito.

E eu já chorei sim. Já ri também. O que me ajuda muito é que não estou sozinha nessa e que meu amorcito tá comigo e juntos vamos tentar aproveitar ao máximo nossa passagem por aqui, que ainda não sabemos ao certo quanto tempo levará.

Meanwhile eu vou me lembrando aos poucos das vantagens e desvantagens de morar em outro lugar. Engraçado como o processo de adaptação a Singapura vem sendo parecido ao meu período de adaptação a Argentina: mesmos medos, inseguranças, alegrias e o revival de aproveitar cada pequena felicidade, conquista e passo. Um dia após o outro.

2 comentários em “Do outro lado do mundo

  1. Que tudo!
    Dominando o mundo literalmente!
    Muito bacana msm.Eu também me senti um pouco assim quando fui morar na Argentina e foi uma experiência muito boa!
    Te desejo toda sorte e muita saúde.
    Beijos na família,
    Mônica

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  2. Isso mesmo minha querida um dia após o outro e quando vc olhar pra trás muito tempo já passou e tudo vai ter dado muito certo a tia ama muito o Rafa mais ainda beijo no Marcos e no seu coração…….

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