O Surpreendente Camboja

Desde que nos mudamos para a Ásia lugares não faltam para uma viagem de final de semana. Tem tantos destinos que combinamos de irmos revezando na hora de escolher o próximo: eu escolhi Phuket e maridón optou por Siem Reap, no Camboja. Confesso que entre todos os posts que tinha lido sobre, o Camboja era sim um lugar que queria ir, mas não tão cedo. Eu não sei se os artigos que li não foram bons ou se as pessoas realmente não curtiram o destino porque nada como ir e ver com os próprios olhos: cara, que lugar fod***!

Sei que uma viagem boa depende de vários fatores: companhia, clima, hotel, refeições, amabilidade do povo que te atende e por aí vai e não sei se demos sorte ou se o Camboja é assim mesmo, mas foi tudo tão incrível que quero compartilhar tim tim por tim tim desde o comecinho caso vocês queiram fazer um copy paste dessa viagem.

Viajamos à Siem Reap, que apesar de não ser a capital do Camboja, é onde está a parte turística e mais histórica do país. A capital Phnom Penh também é uma opção para quem tem mais tempo e de lá até Siem Reap são 6h de viagem de carro (ou 45m de avião), mas se você tem poucos dias vá direto a Siem que é a cidade do templo Angkor Wat.

Brasileiros precisam de visto para o Camboja (que apesar de ser um país simples com muitas ruas de terra, trânsito caótico, tuk-tuks para todos os lados e por aí vai), tem um sistema mega eficiente para pedir vistos online – clique aqui para ir para o site. O nosso ficou pronto de um dia para o outro e foi muito melhor para evitar a fila na hora do desembarque e há quem diga que até rolam valores mais altos se você fizer o visto on arrival (na hora do desembarque) – Camboja também tem certa fama por corrupção.

Nosso hotel, o maravilhoso Phum Baitang, incluiu na diária os transfers de e para o aero – que foi incrível. Não quero imaginar o que seria ir de tuk tuk com as malas ahaha, no mínimo uma experiência legal.

Faz muito calor no lugar e a umidade não é fácil de lidar, portanto só leve roupas leves na mala e sapatos confortáveis para caminhar o dia todo – é um pouco tenso andar de rasteirinha por lá, mas tem gente que arrisca. Para as mulheres: não podemos usar nada acima dos joelhos, a entrada nos templos não é permitida assim e tanto para homens e mulheres não rola usar regatas, as roupas têm que cobrir os ombros. Eu usei um vestido bem fresquinho e rasteirinha no primeiro dia (que depois troquei pelo All Star por conta da terra e formigas!) e no outro uma saia e uma camiseta branca de algodão.

Como faz um calor intenso, as idas aos templos têm que ser planejadas: fizemos dois dias completos de passeios, mas paramos nos dois dias para descansar do meio dia às duas da tarde. Muito repelente, protetor solar, chapéu, água e óculos de sol. Muitos passeios saem ao redor das 5h da manhã justamente para fazer esse break no meio do dia (e também para ver o nascer do sol nos templos).

Angkor é enorme e nem de perto rolar fazer tudo em um dia, dedicar dois dias é o mínimo! Para entrar na região dos templos é necessário comprar ingresso antes, caso você vá passar mais de um dia visitando os templos da cidade a recomendação é comprar o passe de 3 dias. Os ingressos são cobrados em dólares americanos que, aliás, é a melhor moeda para levar para lá – não troque pela moeda local e nem dependa de cartões de crédito – pouquíssimos lugares aceitam.

A região toda foi sede do Império Khmer de 802 d.C. até 1400 e tantos quando invasores da Tailândia saquearam a cidade e o povo migrou para Phnom Penh, hoje a capital do Camboja. Não fosse a invasão e também o grande diluvio incessante na região, hoje Angkor seria a maior cidade do mundo – estima-se que à época residiam mais de 750,000 pessoas, hoje seria até maior que Londres.

Hoje, as ruínas de Angkor residem no meio de florestas e são patrimônios da humanidade. Essas mesmas ruínas foram sendo descobertas ao longo dos anos e com a ajuda da tecnologia muitos templos puderam ser reconstruídos. Angkor Wat, um dos templos da região, é hoje o maior monumento religioso do mundo. Esse documentário da BBC ajuda a entender muito a história do lugar (e recomendamos assistir antes de visitar).

Nos próximos posts vou contar mais do nosso hotel e dos dois dias de passeios que fizemos. Espero que gostem!

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