Comidas & Bebidas em Turks & Caicos

Caribe pode ser aquela coisa clima anos 80 clube de praia norte americano, como pode ser também destino moderninho cool para quem procura praias paradisíacas. Nossa Turks & Caicos foi mais nessa última pegada. Separei aqui os lugares que saímos para comer e o que mais curtimos aproveitar por lá:

Beach House

Eu tinha adorado a decoração desse hotel, até tinha pensado em hospedar lá não fosse a falta de disponibilidade. A pegada ali é meio Hamptons NYC – para quem viu Revenge vai saber do que estou falando hehe. Por ali também tem um bar delícia que fica na beira da praia. www.beachhousetci.com – 218 Lower Bight Rd; Grace Bay.

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Fachada do Beach House que também é um hotel.

Infiniti Bar

Não tem uma lista sequer de “Onde Beber em Turks & Caicos” que não cite esse bar aqui. Ele fica dentro de um hotel enorme (Grace Bay que é lindo) e serve comidinhas boas e drinks gostosos – nada de outro mundo, mas pra quem procura um lugar mais movimentado pode ser uma boa pedida. www.gracebayresorts.com/infiniti-bar.

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Drinks.
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Pôr do sol lindo por lá.
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Alguém recebeu um pedido de casamento esse dia.

Stelle & Zest

Esses eram os restaurantes do hotel que nos hospedamos, o Gansevoort. O Stelle tem um estilo mais fino, serve pratos mais sofisticados e tem até aula de sushi por lá. Já o Zest é meu preferido porque é pé na areia, tem comidas muito boas e drinks dignos de cidade grande. www.gansevoorthotelgroup.com/dining.

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Pega esse mar de fundo!
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Tortinha de limão.

Da Conch Shack

A grande revelação da nossa viagem. Eu ADOREI tudo nesse restaurante: o atendimento, o estilo praiano bonitinho descolado, as comidas – tudo ali tem concha e eles pegam as mesmas direto do mar na hora, muito clima de ilha paradisíaca. Por ali também tem um bar de rum, que é o grande álcool do Caribe – que apesar de não produzir grandes punchs, tem um ambiente bem único. Melhor escolha pra quem quer algo digno da ilha. www.daconchshack.com – Blue Hills Road, Providenciales.

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Melhor vista.
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Comidinha caseira e cheia de concha.
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Entrada mais que linda do restaurante.

Somewhere Cafe

Também um dos lugares que mais aparecem em listas de onde comer pela ilha. O Somewhere é bem democrático e tem várias comidinhas e muitas com frutos do mar e bastante comida mexicana também! Por ficar bem na parte da praia que mais tem hotéis, o café fica bem cheio, mas não tem tantas opções por lá, logo a espera se faz necessária. www.somewherecafeandlounge.com.

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Vista do Somewhere.
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Sanduíche de lagosta.

The Restaurant, Amanyara

Eu sempre quis me hospedar em um hotel da rede Aman, mas não rola pagar mais de dólares por dia para ficar em um, mas isso não quer dizer que não dá pra conhecer neh?Entre os mais lindos, o de Turks chama atenção e decidimos jantar um dia por lá. O lugar é dos mais fantásticos que já vi na vida. Fica bem afastado da cidade e tivemos que alugar um carro para chegar lá, mas valeu muito à pena.

Os drinks eram incríveis e o jantar também foi digno de ser repetido e não poderia ser diferente, foi um encerramento de chave de ouro para a nossa viagem de lua de mel. www.aman.com/amanyara.

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Nada mal tomar um drink com essa vista.
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Muita paz!

 

Turks & Caicos: introdução e dicas

Eu nunca tinha ido ao Caribe até semana passada. Ultimamente tudo na minha vida vem sendo decidido do dia pra noite e não iria ser diferente com a nossa lua de mel (sim, casei. Sim foi de supetão. Não, não sei se vou fazer post haha).

É muito difícil escolher um destino pra viagem quando você tem o mundo ao seus pés, mas uma coisa era certa: a gente estava (sempre está, na real) precisando descansar. Logo, Europa estava descartada, Ásia também (mas por outros motivos que mais pra frente conto) e qualquer metrópole mais urbana ficou fora de cogitação.

Na minha modesta e pequena só que não bucket list, eu tenho alguns lugares que tem cadeira cativa e um deles era Turks & Caicos. Mas sempre ouvi falar que era caríssimo e tals. Daí pensamos primeiro em Aruba, Curaçao e Havana. Pensamos bastantão em Havana, quase reservei hotel, mas quando vimos estávamos mais querendo comer, dormir e ir pra praia que fazer turismo antropológico. Logo, Havanita ficou pra próxima viagem.

Conseguimos reservar tudo com milhas (ufa!) e nem chegamos a cogitar o preço das passagens. Mas Turks é bem pertinha de Miami e bem servida de voos diários. Nós voamos de SP-Mia e de lá a Turks, uma hora e meia quase do voo mais lindo da VIDA. Sou apaixonada por mar e não me contive quando vi a água turquesa do Caribe, quase chorei. A chegada até a ilha foi deslumbrante:

Turks é um conjunto de ilhas britânicas, mas tudo por lá funciona em dólares americanos e pensado para tal público: desde hotéis até restaurantes, passando por passeios e afins. Uma baguncinha mesmo :)

A maior e melhor ilha por lá é Providenciales e dependendo do tipo de turismo que você queira fazer nem precisa sair de lá. Todos os hotéis estão pela redondeza, assim como restaurantes, lojas e serviços.

Mas como nada é perfeito, Turks é uma viagem bem cara. Claro que se rolar uma programação vai ser bem melhor, mas não façam como nós que reservamos tudo de última hora. Há uma infinidade de hotéis naquele lugar: uns muito caríssimos (leia 2500 dólares a diária), outros caríssimos (1800 dólares a diária), uns bem caros (1500 dólares) até os mais pagáveis  (500 dólares a diária e não vi menos que isso, pode ser que tenha mas que não estava disponível quando fui).

Os hotéis, em sua grande maioria, são incríveis: têm spa, piscinas e mais piscinas, artefatos não motorizados para usar no mar e por aí vai. Na real se você tem um budget que te permita fazer uma extravagância vale MUITO a pena ficar bem hospedado porque Turks é bem a viagem que você não faz nada e já está fazendo tudo. Entende? É do quarto pra piscina, da piscina pro restaurante, do restaurante pra praia e assim vai.

Me apaixonei por Turks simplesmente porque foi o lugar de maior beleza natural que já vi na VIDA. Segundo a Condé Nast Traveller, a segunda praia mais linda do mundo fica lá: a Grace Bay, que é para a alegria de todos a praia que concentra a maior quantidade de hospedagens da ilha.

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Voltando ao tema “Turks é uma viagem cara”: vi muitos viajantes comentando que Turks e St. Barth competem no quesito extravagância. Só para vocês terem uma ideia: uma (1) taça de vinho no hotel que eu fiquei estava em USD 18 (D-E-Z-O-I-T-O dólares), um lanche ao redor de USD 40 e em todas as contas o imposto do município e do serviço vinham estipulados e você acaba pagando mais 25% em cima do total da fatura. Tem como gastar menos? Sempre tem. Dicas:

  • Se programe com antecedência e evite viajar em épocas que são feriado e alta temporada nos EUA.
  • Existem hospedagens mais em conta que não ficam a beira-mar, o Booking.com tem uma seleção legal.
  • Comer também é caro, se você não está disposto a pagar – no mínimo – USD 100 por casal por refeição compre coisas nos mercados locais e coma em lugares mais afastados da praia. A maior parte dos hotéis lá tem mini cozinhas, dá para armar uma refeição tranquilamente no quarto.
  • Sempre dá para pechinchar: os passeios lá são bem caros, mas com uma boa negociação dá para abaixar. Um passeio de meio dia de barco custa, por exemplo, ao redor de 150 dólares por pessoa. Isso sem comentar nos passeios em lanchas particulares, mini jatinhos, passeios a cavalo no por do sol e etc.
  • Alugue um carro. SIM! Parece loucura, mas vale MUITO a pena. Em certo dia nós quisemos visitar um restaurante que ficava do outro lado da ilha que estava a meia hora de carro e nos cobraram 120 dólares POR PESSOA de táxi. Achamos um absurdo e alugamos o carro por um dia e gastamos 70 USD no total, não tem comparação. Sem falar que você tem muito mais liberdade para passear pela ilha. Os táxis lá cobram o trecho por pessoa e sai muito caro, coisa de uma mini viagem de 10min a 20 dólares o casal.

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No mais, a viagem pode não ser a mais econômica mas é FANTÁSTICA. Eu  me diverti horrores, pulei no mar feito criança, desci no tobogã da escuna umas 3x, tirei foto boiando naquelas águas turquesas – eu fiquei muuuuito encantada com tudo aquilo.

Nos próximos posts vou trazer dicas de hospedagem e comidinhas por lá.

Siga: @amandamormito/ @casaqueviaja.

Comendo no México (sem pimenta)

Começo o post dizendo que: tudo no México tem pimenta. E vou repetir isso até virar um mantra. E não, não é qualquer pimenta. É pimenta de verdade. Isso que você acredita ser pimenta não chega aos pés do que rola no México, sério.

Disclaimer dado, vamos ao que interessa.

Uma das razões pelas quais México vem sendo palco de viagens é pela gastronomia que tem: de repente, todo mundo quis testar os níveis de ardência da comida local e entender, de fato, do que se trata o mezcal (sim, vou explicar o que é).

Vou ser bem sincera e dizer que de 7 dias que passei por lá, apenas rolou comer tacos em dois deles. Mas não me julguem, a vasta e rica culinária merrricana vai mais longe que isso. Segue listinha então de lugares que fui:

Café Biscottino 

Foi uma das descobertas mais gostosas da cidade. Sabe desses lugares que só caminhando você se dá conta de que existe? Então, foi mais ou menos assim. O Biscottino é palermitano de essência (referência aqui) e é para qualquer hora do dia, só que melhor se for para café da manhã.

O café (café mesmo) deles é excelente e a atenção super cordial (aliás, o sentimento serviçal que rola pelo México até me deixou meio mal, mas depois explico).

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O nível de ardência aqui é baixo, você pode passar ileso da sofrência pedindo apenas um expresso ou um capuccino e comendo um cornetto (aka medialuna, croissant). Mas se quiser se arriscar tem scones de menta com queijo de cabra e… pimenta, claro.

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Frutos Prohibidos

Senti que é um dos preferidos – perto do trabalho – na hora da enganação por comer bem. Não que o lugar não tenha comidas saudáveis, aliás ele se vende assim, mas tudo por lá tem algum molho que faz desandar qualquer dieta.

Anyway, o lugar é bem gostoso, despretensioso e serve para quando você quer aprender palavras novas. México tem uma quantidade de frutas e verduras de nomes diferentes que demorei muito tempo até decifrar o que vinha em cada prato. O forte ali são as saladas (que sempre tem fruta), as sopas do dia (que são levemente picantes) e os sucos (que mesmo que você queira, não vai rolar entender metade do palavreado usado para os ingredientes).

Se não quiser correr risco vai de suco Frida Kahlo que leva limão, abacaxi e algo chamado chaya – que não sei até hoje o que é. Mas vai na fé e se quiser arriscar, no máximo, o suco não vai ser picante. Diferente das sopas, como disse.

O preço é bem honesto e no mais é um bom lugar para fazer um detox.

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Café Toscano

É bem fofinho e passa ileso pelo nível de ardência da pessoa que vos escreve, cujo paladar infantil a faz chorar na menor presença de pimenta em qualquer prato.

Toscano é querido pelos mexicanos, houveram pelo menos 3 pessoas que me indicaram enquanto estive por lá. E o bom é que tem algumas tantas filiais espalhadas pela cidade.

Acho uma baita pedida para um café da manhã ou merendinha de la tarde e se fosse você pediria, de certo, as panquecas com mirtilo que tem por lá (ah, se quiser sofrer rola provar um molhinho doce-picante que fica disponível no balcão).

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Theodor

MEUDEUS, como eu amei esse lugar. A casa é do lado do Café Toscano acima e divide pátio externo com ele. Theodor é, na realidade, uma franquia de chás phynos da França e somente, e somente mesmo, vende chás no local mexicano. Como ele fica do lado do Café Toscano você pode pedir comes e bebes de lá também.

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Mas o que mais encanta por aqui é a ambientação. Nível zero de ardência <3 #muitoamor #queromorarlá #deusmelevapralá.

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Magnolia Bakery

Sim, podem me julgar. Vou até o México e como na Magnolia Bakery, mas é tão gostoso ahaha. Olha só que incrível esse brunch improvisado de café da manhã, muito instagrammer. Mas falando sério, é uma boa pedida pra dias que você precisa de comfort food.

Na foto tem dois capuccinos com essência de rosas, iogurte com frutas vermelhas e granola, pão com bacon, frutas e molho doce e ovos beneditinos com lombo. Delícia.

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Rosetta

De longe, meu preferido. O lugar é minúsculo, lotado de gente, chega até ser claustrofóbico, but who cares? É uma jóia mexicana e se eu voltar ao México, certeza que passo por lá de novo. Rosetta é de um chef famoso da cidade e além de ter uma padaria, tem o restaurante lindo e super aclamado, de mesmo nome e ubicación cercana.

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Rolou um chocolate quente e um capuccino por lá (foto acima) e um engorde visual vide foto abaixo. A quantidade de carboidratos que reina na casa não caberia – em tese – nas minhas pernas, mas a gente abre uma exceção pra viagem né?

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Também provamos o maravilhoso mil folhas de frutas vermelhas que tinha aquele que de doce não tão doce.

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E já que era café da manhã, um croissant normal e um com presunto e queijo (porque tudo que engorda, pode engordar mais ainda). Melhor lugar. Melhores comidas.

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Downtown

Que achado esse lugar, viu?! Depois de muito stalkear contas de Instagram alheios, eis que esse jardim vertical me chamou atenção. Downtown é um hotel no Centro da cidade do México. Ideal pra quando você for fazer aquele tipo de passeio mega turístico e não quer comer em restaurantes pega-turista.

A entrada fica camufladinha por um portão grande em uma rua apertada da região e quando você entra é um deslumbre: tem lojinhas de artesanato, décor, roupas e comidinhas pelo pátio. É uma delícia.

Não vai ser a melhor experiência gastronômica da cidade (como o Rosetta), mas de certo é uma opção maravilhosa pelo Centro.

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Manga da Rua

Bem comum galera vender frutas na rua. Na frente do Museu da Frida tem uns carinhas que abusam do preço e da sua fome e você acaba comprando um copinho de manga por vários pesos mexicanos. Ah, você deve estar se perguntando porque eu coloquei isso na lista, correto?

Só pra poder dizer que o nível de ardência AND sofrência da manga pode ser alto. Amigo mexicano quis colocar um molhinho ardido quando fui pagar… Sem comentários.

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Amalia

Fui nesse bar com um pessoal do trabalho e comemos bem e ainda comida mexicana. Pedimos um “al centro” de tacos que vinham em refil basicamente e porções de guacamole e carne desfiada para acompanhar.

Rolou também uma seleção de molhos à mesa que, sim, vinha em ordem de ardência, mas até o menos picante era ardido pra mim (pros mexicanos era doce).

Fora isso, os drinks eram gostosos e pedimos uns sorvetes no final que era maravilhosos. O de Nutella era fabuloso, mas também rolou um sabor chamado Bubulubu —— FOFO demais esse nome. Bubulubu era o nome de um doce local dos anos 90 que tinha marshmallow, chocolate e recheio de morango (tipo isso).

Fica a dica pra quem quer algo recomendado por locais.

Porter-Scotch

Também fui a convite de amigos do trabalho. Na real o restaurante se chama Porter. Porter é focado em carnes com pimenta. Pedimos lá alguns tacos também e o de carne de porco estava beeeem gostoso.

E aqui descobri o segredo para comer molhinho picante mexicano: pedi vinho, a língua amorteceu e sobrevivi. Pena que descobri tarde.

Aí vem a parte legal da história, Porter tem um bar secreto (amoooooo) atrás que se chama Scotch. Não tem senha nem nada pra entrar, é só chegar, jantar e dizer que quer ir ao Scotch. O bar é bem legal e animadão, rola música agitada e pelo o que percebi, azaração rola também.

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Prosecco

Fui jantar lá durante semana e gostei. O que eu mais curti, na real, foi que essa área de Polanco, chamada Polanquito é lotadíssima de restaurantes e bares e vive cheia de gente.

É muito difícil escolher um lugar apenas para comer e se rolar alguma dúvida de onde ir, fecha os olhos e vai na sorte. Não tem erro.

Esse restaurante específico era de massas e estava bem gostosinho.

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E tinha um bar até bonito.

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Mercado Roma

Eis o famoso mercado que o turismo vinha comentando tanto. Inaugurou há pouco tempo e não é lá muito querido pelos fundamentalistas locais (eles dizem que não tem comida mexicana de verdade haha). Eu até concordo com essa afirmação, mas adorei esse lugar, gente. É tipo um Mercadão mais fofo e organizado com vários tipos de comidas, locais ou não.

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E na boa? É paradinha obrigatória para turistas (se bem que vi muitos mexicanos por lá também). Provamos umas bruschettas com diferentes embutidos e tomamos um vinho bem gostoso. O lugar tem área jovial e sai em qualquer lista de “o que fazer no México”, desde a Condé Nast Traveller até Lonely Planet, passando por NY Times e outros sites globais.

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Basicamente é isso. Tenha em mente que tudo tem pimenta, beleza? No próximo post vou trazer meio mapinha da cidade e também alguns lugares que não consegui ir, mas que foram bem recomendados.

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Endereços:

Biscottino: Avenida Luis G. Urbina, 4. Polanco. México DF. Facebook; Instagram.

Frutos Prohibidos: Avenida Amsterdam, 244. Condesa. México DF (várias filiais na cidade). Site.

Café Toscano: Temistocles 26, esq. Emilio Castelar. Polanco. México DF. Facebook.

Theodor: Temistocles 24, esq. Emilio Castelar. Polanco. México DF. Facebook.

Magnolia Bakery: Virgilio, 40. Polanco. México DF. Facebook. Instagram.

Rosetta: Colima, 179. Roma. México DF. Facebook.

Downtown: Isabel la Catolica, 30. Centro. México DF. Site.

Amalia: Goldsmith, 101. Polanco. México DF. Site.

Porter-Scotch: Julio Verne, 102. Polanco. México DF. Site.

Prosecco: Anatole France esq. Virgilio. Polanco. México DF. Site.

Mercado Roma: Quéretaro, 225. Roma. México DF. Facebook. InstagramSite.

¡México, que padre!

Por alguma razão (ou várias razões) a cidade do México está em toda e qualquer lista de lugares para visitar nesse ano. Eu não sei se o mundo está se tornando um lugar mais urbano e mais amante do push latino, mas a verdade é que a cidade (e não inclua Cancun ou adjacências caribenhas) se tornou hotspot de viajantes do mundo todo.

Dito isso, estive lá há pouquinho tempo. Confesso que a cidade não estava no meu top 10 de lugares para visitar em 2016, mas aproveitei uma viagem de trabalho para poder explorar o que várias revistas e sites vem falando tanto.

Me hospedei em Polanco, o bairro mais elitizado das bandas merrrrrricanas e fiquei no W Hotel da região. Lendo essa frase já dá pra saber que me hospedei bem, tanto em conforto como em localização (como ia para o escritório todos os dias, ficou perto para ir caminhando).

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O W é bem cool, de objetos feitos por designers específicos e exclusivos para tal hotel. Tem quem goste e quem não goste. Se eu for me deixar levar por gosto pessoal, preferiria algo mais cozy (mais pequenino), mas não posso deixar de dizer que é uma baita opção. Tem spa, o quarto é lindo, limpo, etc. Minha única ressalva é que devido a baixa temperatura mexicana – beirando 5 graus, o banheiro era MUITO frio. MUITO mesmo. Mas é um detalhe. E outra coisa: pra quem não gosta de badalação, não é o lugar – a partir de quarta-feira tem happy hour animadão no espaço térreo e nem conto as festas que rolam às sextas e sábados. Não tirei muitas fotos porque levei bronca quando fui tirar do bar e fiquei de #chatiada, mas aqui segue uma e também tem conteúdo no Facebook deles.

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Pra quem viaja a turismo, ficar em Polanco é gostoso. Tem bons restaurantes, bares, a zona é LINDA demais, as ruas são cheias de árvores e é bem tranquilo caminhar por lá só para ver a beleza das casas coloniais que imperam por ali (vide foto). Não fica muito perto dos principais picos turísticos, mas trust me que é melhor estar meio longe do Centro e etcéteras. Outra zona bem legal-cool-moderninha para se hospedar é entre Colonia e Roma – são bairros xóóóvens, cheios de lugares interessantes e coisas para fazer.

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Pra quem vem de São Paulo, vai achar que a cidade do México é uma extensão da metrópole: é caótica, tem muito trânsito, mas tem muita coisa para fazer e comidinhas para provar também. Pensando assim você já se prepara e balanceia tuas expectativas. No mais, qualquer viagem pode ser deliciosa e falando de México pode ser dramática também: meu nariz sangrou todos os dias e voltei com a garganta mais seca que o deserto do Atacama. Isso porque a cidade é bem poluída e zero úmida – dois litros de água por dia não são suficientes não.

Deixando meu lado Paola Bracho de lado (referência aqui), vamos ao que interessa de verdad: la ciudad de México, cabrón. Mas faz tanto tempo que não faço post que não sei por onde começar. Então vamos por partes e sente-se que lá vem um post introdutório da cidade.

Dicas práticas:

  • São Paulo é bem servida de voos para a cidade do México, inclusive a TAM e a Aeroméxico têm voos diretos para lá com saídas diárias.
  • Em questão de locomoção, não usei transporte público, mas sei que o metrô funciona bem. Se a ideia é ficar poucos dias pela cidade, use e abuse do Uber. A cidade é lotada de motoristas e o preço é MUITO conveniente (ex.: 20 dólares de Polanco ao aeroporto!). Por lá funciona até o Uber Pool, no qual você divide táxi com outras pessoas que vão ao mesmo lugar que você e paga-se mais barato por isso. Em tempo, usar táxi comum é furada. Um trajeto que pelo Uber saiu 40 pesos mexicanos, o taxista me cobrou 220 – sem comentários.

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  • Para fazer grandes circuitos turísticos, vale a pena comprar um desses bus turísticos que varrem a cidade. Eu usei um chamado Turibus. A cidade é imensa, as distâncias são longuíssimas e o trânsito é o horror da terra, por isso vale a pena comprar um day pass e ficar o dia todo na função. Você pode descer e subir quando e o quanto quiser e até fazer combinações com outras linhas que fazem diferentes circuitos pela cidade.
  • Tenha sempre dinheiro vivo em mãos. Por alguma razão, as linhas telefônicas por lá vivem dando pau e é bem comum não aceitarem cartão em restaurantes menores. Fiquei devendo uns 300 pesos mexicanos num Starbucks lá que não conseguiu passar nenhum cartão de crédito meu (estou foragida e não posso voltar a cidade do México, brincadeira ahha).
  • Falei ali em cima que a cidade é poluída e seca e é verdade. Leve uma garrafinha de água a qualquer lugar e tenha sempre em mãos lencinhos umedecidos, eles ajudam muito.
  • O trânsito é sim muito complicado e ninguém respeita nada. Se você acha que São Paulo é zoada nesse sentido, espere até chegar no México. Tome muito cuidado e preste muita atenção na hora de atravessar ruas.
  • Não vi muitos indícios de violência, mas tinha uma visão seletiva proporcionada por bairros bons que frequentei. Um único dia que fui visitar uma biblioteca linda de lá (a Vasconcellos), na zona norte da cidade, que me senti insegura. A zona era meio México as we know de cinema, mas indo e voltando de táxi e não dando mole na região, não tem muito problema.
  • Não é uma viagem cara se você sabe o que fazer e entende como gastar. A disparidade da moeda deles com o dólar é absurda e isso ajuda na hora de converter valores.
  • Tudo tem pimenta (o molho dessa manga tinha pimenta).

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Sim, próximo post vai ser de comida.

Podem fazer perguntas aí embaixo. Bjs.