Razões para Visitar Mendoza

Eu estava BEM ansiosa para começar a postar a dicas de cidade não-Bue. Mas não sabia como! Ainda que a cidade seja minha paixão perdida, a metade da minha laranja, a tampa da minha panela (ok, parei, tô carente!), têm vários outros locais que acho que vale muito a pena visitar. Eu já disse no facebook do blog que Buenos Aires não é só uma cidade e sim, também um estado de espírito. 

COMO ASSIM, FIA?

Assim: Buenos é apaixonante não só pelo o que a cidade oferece, mas sim pelo clima. Essa paixão, ardor, boêmia tão comum que vemos pelas ruas. E eu acho SIM que é possível encontrar Buenos em qualquer lugar que você vá, e então, eu acho que encontrei a maneira certa de dar dicas de outros lugares pela Argentina que tem um estado de espírito porteño. Curtiu?

Enfim, Mendoza, eu diria, que é minha segunda paixão. Eu fui pra lá completamente sem pretensões e sabia que a Cordillera de los Andes me esperava. Mas eu juro que foi uma das surpresas mais agradáveis da vida.  Ainda que eu não tenha me hospedado na capital (fiquei num vilarejo LINDO chamado Chacras de Coria, que depois vai ter post), a cidade de Mendoza é super bonita. As ruas são limpas, tem de tudo e mais um pouco, e a água que corre pelas vias das calçadas é cristalina porque vem dos cerros, muito amor.

Pertinho do Aconcágua.

Daí, você me pergunta: devo conhecer primeiro Bariloche ou Mendoza? Olha depende… Bariloche é mais família. Ainda que seja uma viagem maravilhosa e que vai vir para o blog mais pra frente. Eu acho que Mendoza é para casais, mas também é uma viagem bem democrática. Por que? Porque em Mendoza você pode esquiar em Las Leñas ou na base do Aconcágua, visitar bodegas e vinícolas, almoçar no pé dos Andes, curtir a cidade e descansar. Ou seja, é uma localidade que te oferece de tudo um pouco.

Plantação de azeitonas.

Mendoza ainda não é um destino caro, como Bariloche. Tem várias opções de lazer em conta e não está saturado como outras cidades. A cidade tem várias opções de hospedagem. O único mal de Mendoza é se locomover… Dentro da cidade é possível, através de transporte público. Mas, para visitar bodegas e ir até cerros é necessário reservar o passeio com a viníciola diretamente ou com a agência de turismo. Anote: não vá para uma bodega sem antes reservar! E anote também: muitas vinícolas não abrem aos domingos. Mendoza é sim provinciana.

Chegando no Aconcagua.

De resto, é incrível como tudo ali tem um landscape maravilhoso. Acordar e ver a Cordilheira tão pertinho de ti, dá uma sensação de paz incrível. Ainda mais se você fica num dos vilarejos perto da capital. Mas se for ficar fora da cidade, tem que alugar carro. Como eu disse, eu fiquei em Chacras de Coria, num hotel maravilhoso! Mas tive que alugar carro: a distância de Chacras a Mendoza é pequena, mas tem uma bela de uma estrada no meio. Ou seja, não dá para depender muito de transporte público.

Uma das estradas mais lindas que já vi na vida.

Ainda que as plantações de uva sejam o must da cidade, esquiar no Aconcágua e em Las Leñas é ótimo. Para o Aconcágua você pode se hospedar em Mendoza mesmo, mas para Las Leñas é necessário reservar hotel na localidade porque fica meio longinho da capital. Mas outro tipo de turismo que está rolando por lá é visitar plantação de azeitonas, muito amor.

Lago no caminho da Cordilheira.

Mendoza tem uma paisagem meio de deserto: o clima é meio seco e o verão lá explode de calor. Porque é seco, é um pouco comum ter escorpião durante o verão. Ou seja, se for enfrentar alta temporada lá, não ande nas ruas de chinelo Havaianas.

Seco, seco, seco.

É difícil escolher uma época do ano para ir. Eu fui no outono e não me arrependo nenhum pouco. Peguei uns dias de frio, mas durante o dia fazia uma brisa agradável.

Coisa linda!

Para chegar até Mendoza é fácil: avião, ônibus e carro! Avião é super baba, tem pelo menos 3 voos diários saindo do Aeroparque e com duração de 1h 30 aproximadamente. De ônibus é um pouco mais em conta e demora em torno de 13 horas a viagem. Já de carro, a vantagem é contar com um meio de transporte por lá. A estrada não é muito lindona, mas vale a pena também.

Bueno, todo esse blá-blá-blá para mostrar algumas fotos da viagem e para mostrar como a cidade pode ser linda. Na série Mendoza vão ter bodegas, hotel, passeios, restaurantes e fotos da cidadezinha de Chacras de Coria.
Será que vocês vão curtir dicas não-Buenos? Me digam! Beso.

La Azul é só (tudo) isso!

Hoje tem um post especial de uma pessoa querida, não vou nem falar mais nada porque o Lusenalto não precisa de maiores apresentações. Ele só fez o melhor guest post até agora pro blog. Não me matem depois de ler isso aqui, pfvr.

Olá, chicas. Um amigo sempre me disse que se deve conhecer uma menina dizendo “olá”. Não que essa palavra tenha um poder mágico que encanta as mulheres de uma forma inexplicável. Não. Simplesmente pela volta do “olá” como saudação.

E agora, eu me apresento, né? Sim, tímidos precisam de guias pra saber como se comportar…

Meu nome é Lusenalto. Sim, esquisito assim mesmo. Com todas as vantagens e desvantagens. É, eu sei, díficil achar uma vantagem nisso, mas vê só… se você colocar “Lusenalto” no google só vai aparecer resultados falando de uma pessoa (de duas, meu pai também se chama Lusenalto, mas deixa pra lá). Sou publicitário, atualmente moro em Montréal e faço parte do grupo de Food Hunters do Destemperados. Daí o convite de Amanda para escrever aqui no Buenos Aires para Chicas.

Falávamos da minha viagem para Mendoza e da experiência dela lá. E eu vi uma oportunidade de contar aqui uma das melhores experiências gastrônomicas da minha aventura na terra do vinho argentino. Foram 3 dias conhecendo bodegas, de todos os estilos e faixas de preço. E no terceiro dia, quando você pensa que não tem paciência pra mais nada… Eis que surge a joia. A cereja do bolo. A Bodega La Azul.

Um galpão moderninho mas bem pequeno ficava num terreno onde também tinha um pequeno estacionamento e uma casinha com algumas mesas. Meu primeiro pensamento foi: Humm, será que vou conseguir almoçar aí?

Assim que você entra dá de cara com toda a estrutura de fabricação de vinho que se assemelha a qualquer outra bodega que você tenha visitado ou vai visitar. Só que em um tamanho bem reduzido. E a sua recepcionista diz, bem singelamente: é só isso! Daí ela começa a explicar todo o processo. Desde onde são plantadas as uvas utilizadas até o processo de vendas das garrafas.

E vem a degustação. São 4 rótulos produzidos anualmente pela bodega. Malbec, Cabernet Sauvignon, Reserva e Gran Reserva. Provei os 4. O Gran Reserva ainda no barril de carvalho em processo de reserva. Sai de lá e ainda tive duas visitas a bodegas antes de retornar para o almoço. E que almoço. Não, eu não estava tão bêbado pra poder influenciar (negativamente) no meu paladar. Muito pelo contrário, o vinho simplesmente combinava perfeitamente com todos os pratos que faziam parte do menu do almoço. E vamos lá a eles…

De entrada, eles trazem uns pãezinhos quentinhos que funciona como algo do tipo “o negócio aqui vai ser bom. deixa eu me preparar.”

Junto com os pães é servida uma mini-porção de um prato tipo um salpicão, só que bem caprichado na mostarda.

Para minha surpresa ainda tinham entradas. Umas fatias de pizza com um recheio maravilhoso, gorgonzola,maçã e nozes. Sério, salivei só de lembrar.

Quando você pensa que acabaram-se as entradas, vamos para os finalmentes… Eis que chegam as empanadas mendocinas. Não sou entendedor de empanadas, não sei diferenciar as empanadas de canto algum, mas vou dizer, se depender dessas aí, as minhas empanadas preferidas são as mendocinas.

Vamos para os pratos? Eu fui de Costeletas de porco assadas no forno a lenha com purê de abóbora e vinagrete. Foi mal, eu revi a foto e salivei. Dá pra lembrar direito do sabor da carne. Ainda fui agraciado com um mimo do chef que trouxe uma parte mais deliciosa da carne, num pote diferente, mas estava tão extasiado com a comida que esqueci de fotografar. Mea culpa.

Julia, minha companheira de viagens, foi de bife ancho com purê de batatas. Segundo ela, a melhor carne que ela comeu na vida. Também assada no forno a lenha, estava bem macia. Lógico que eu tive que roubar um pedaço para experimentar.

Para, que eu quero descer! Depois de tanto vinho e tanta comida, me solte na estrada que eu volto rolando pra casa. No entanto, é preciso ter calma. É hora de usar o compartimento especial do estômago para sobremesas (criado por mim – patente pendente). E se for usar o compartimento, que seja algo como essa cheesecake maravilhosa que foi servida. Isso é vida.

Antes de pagar a conta, voltar pra o hotel e dormir no mínimo umas 36 horas pra fazer a digestão, dá pra curtir o visual um pouquinho e relaxar nas chaises com vista para os Andes. Simplesmente divino.

E se eu posso deixar um dica, ela seria: vão a Mendoza. Tomem muito vinho, comprem muito vinho, andem de bicicleta, comam de se esbaldar, encantem-se com a beleza do lugar. E vão visitar a Bodega La Azul. Ela é só tudo isso.

Bodega La Azul
Valle de Uco – Mendoza.
Alguém me ressuscita? Nem preciso agradecer ao Lusenalto por esse post né?

Bodega Terrazas: Clássica e de Classe

Já que estamos na semana do ”me ajudem” como comentei no post da segunda-feira, hoje vamos viajar à Mendoza pelas mãos da mulher que eu mais amo na vida, mi madre.

Quem foi à Bodega Terrazas foi a mamis. Ela que também tirou as fotos e tudo mais. Meus pais amam os vinhos da Terrazas e não foi a toa que eles escolheram essa bodega para começar o passeio deles pela área.

Como a maioria das bodegas de Mendoza, a Terrazas é grande respectivamente de acordo a sua produção. Mas nem por isso deixa de perder a classe, como mamãe comenta.
Mas meus pais tiverem sorte e pegara uma semana tão tranquila pela cidade que dava pra brincar no pátio da bodega. Coisa gostosa, né?
Eles escolheram uma degustação de vinhos, a mais simples, por $70 pesos por pessoa. Mas tem várias outras opções. Depende do que você quer e do quanto está a fim de beber ehehehe.
E ainda recorrem a bodega junto da guia e algumas pessoas mais. No dia, eles comentaram, que tinha uma aulinha bem simpática de empanadas rolando na cozinha da bodega, muito legal.
E claro, nos trouxeram presentes *-*
A Terrazas vale se você está afim de conhecer uma bodega grande de alta produção.
Bodega Terrazas
Gracias, mamis.

Clos de Chacras: vinícola boutique em Mendoza

Mendoza tem MUITAS bodegas. E ir todos os dias em alguma, cansa, porque a não ser que você entenda muito do negócio, vai achar tudo parecido. Uma estratégia que então, decidi tomar, era de visitar bodegas diferentes. Fora do padrão.

A de hoje é a Clos de Chacras, uma bodega mini boutique. Mas né, calma, esse é o caminhozinho que tem que pegar pra chegar lá.

Daí eu fui de bicicleta (ótima ir, difícil voltar) mirando os Andes.

Chegando, me dei de cara com uma bodega rosa.

Cena de um lugar que parece não existir.

E de tanto não acreditar, até os próprios donos moram por lá.

Caminho baixo terra para explicar como os vinhos são feitos por lá.

E Merlots em barris a deriva, a espera de uma boa mesa para servir.

Vinhos empoeirados que descansam para logo serem degustados.

E olha só, restô lindo, rosinha e vazio, beeem tranquilo.

Vou morar aqui.

E ainda tinha vista para os Andes e um laguinho.

Uma culinária de dar água na boca.

Pedidos frescos e saudáveis, saladinha caprese.

Um prato suculento com purê de abóbora e franguinho com sei lá o quê, muitobom!

E um Chardonnay pra coroar o dia, e fazer da volta ao hotel em bicicleta, uma odisséia! (Se beber não dirija, vale também pra ciclistas).
 
Tão perfeito!
 
Clos de Chacras
Monte Líbano, 1025 – Chacras de Coria
Luján de Cuyo – Mendoza.
Eles tem visitas guiadas (não me lembro o preço) e o restô ainda tem opção de menú degustação de 4 passos, se quiser.